Em 1815, o brigue Commerce deixou os Estados Unidos com uma tripulação de onze marinheiros comandados pelo capitão James Riley. No entanto, a embarcação naufragou junto ao perigoso cabo Bojador, na costa ocidental do continente africano. Após enfrentar o ataque de nativos e passar por dias de provação a espera de socorro, os homens exaustos e sedentos encontraram uma paisagem desalentadora – estavam às margens do Saara. Na entrada do maior deserto do mundo, foram capturados e escravizados por árabes muçulmanos nômades. Em “Esqueletos no Saara”, Dean King reconstitui essa aventura perturbadora, flertando com a história natural, a geografia, a ciência e a antropologia.