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  • Este livro apresenta uma abrangente síntese de pesquisas e também de histórias de todo o mundo que relacionam a presença da natureza na vida das crianças com seu bem-estar físico, emocional, social e acadêmico. Richard Louv cunhou pela primeira vez o termo Transtorno do Deficit de Natureza e despertou, assim, o interesse da comunidade internacional para um tema bastante atual: o impacto negativo da falta da natureza na vida das crianças, especialmente as que vivem em contextos urbanos.
  • Este livro procura ser um pequeno guia para entender a líder peronista. Os principais membros dos governos Kirchner (2003-2015) tiveram de votar na cadeia, nas Primárias de 9 de agosto de 2019. Cristina e o filho Máximo só estavam soltos porque tinham mandato parlamentar. A filha Florência foi fazer um tratamento de saúde, em Cuba. Todos são acusados de corrupção em processos nem sempre transparentes. Este livro tenta situar a política argentina que, de resto, como mostram essas vicissitudes, não difere muito da brasileira. O autor enfoca, a partir da figura da líder peronista, principal responsável pela derrota eleitoral imposta ao presidente conservador Maurício Macri, naquele dia, as realizações dos 12 anos e meio de governo, quando o país vizinho experimentou raro período de estabilidade e de desenvolvimento com inclusão. Qual a força desta mulher e o alcance do peronismo, movimento heterogêneo de soberania, verdadeira paixão nacional, que há 70 anos vem sobrevivendo a todo tipo de abalos, incluindo sete ditadores militares, uma dezena de ajustes fiscais e choques econômicos, além de uma guerra contra a Inglaterra? Talvez o perfil de CRISTINA KIRCHNER, ex-presidenta e agora candidata a vice de Alberto Fernández, seu ex-chefe de gabinete, noutro intrigante paradoxo, possa jogar alguma luz sobre os rumos de nosso vizinho, que muito nos afetam, diretamente. Francisco das Chagas Leite Filho, (Sobral – Ceará, 1947), jornalista ,blogueiro e assessor politico , reside em Brasília desde 1968. Começou no rádio, em sua cidade, aos 14 anos, e na capital, militou nos principais jornais: Correio Braziliense, Diário Popular, Estado de Minas, Jornal do Brasil, Correio do Povo, O Globo e Folha de S. Paulo. Em 1977-78, atuou como correspondente do Correio, em Londres. No final de 2007, lançou o cafenapolitica.blog.br .É autor de outros  três livros  :“Brizola tinha razão” ,” El Caudillo-Perfil biográfico de Leonel Brizola “ e “ Quem tem medo de Hugo Chavez”, todos pela Editora Aquariana.
    Versão E-book
  • Leonel Brizola morreu há 16 anos e, em 2022, terá seu centenário de nascimento. Que Brasil temos hoje para confrontar com a mensagem esfuziante do líder trabalhista que fez as escolas integrais e arrebatou a política brasileira com sua pregação nacionalista? Bolsonaro? A volta dos militares? A ascensão dos milicianos junto com o recrudescimento do neoliberalismo? A reedição digital de 2020 do livro El Caudillo Leonel Brizola, editado em papel, em 2008, vem com a ampliação de nove capítulos e outros acréscimos atualizados aos originais, pretendendo colocar estes questionamentos. E isto ocorre no exato momento em que o país experimenta sua mais aguda crise de liderança e em que a pandemia e o consequente descalabro social e econômico nos remete a repensar nossos rumos e no Brasil que desperdiçamos. À disposição nos sites amazon.com.br e outras plataformas digitais, o livro, de autoria do jornalista FC Leite Filho, questiona como a incapacidade – ou a mentalidade – dominante limita e degrada a educação. E a tal ponto, que o presidente da República, para construir um único colégio militar, em São Paulo, avisa que vai passar o pires entre seus amigos empresários, caso haja carência orçamentária. Para onde foi o dinheiro? Tudo parece estar indo para pagar a dívida e o restinho que fica é destinado a aumentar as forças policiais e construir prisões. Evidencia-se cada vez mais esta prioridade securantista, como uma triste lembrança da ditadura de 1964, numa vitória daqueles que massacraram Brizola, depois de vilipendiar suas escolas e seu programa de policiamento comunitário integrado. A obra aborda, igualmente, um Rio de Janeiro onde viceja a polícia que mais mata no mundo – e também a que mais morre e se suicida. E isso depois de uma infinidade de intervenções militares, tantas vezes arremessadas contra o governador, inclusive por políticos tidos por impolutos, mas que hoje estão condenados, como o caso de um ex-governador, a 282 anos de prisão, por crimes de corrupção. Por que o Rio, 26 anos depois de ter aquele homem deixado o governo, canhestramente apodado de responsável pela violência e a criminalidade, registrou 3 mil e tantas mortes cometidas por policiais? Em troca dos programas de educação e humanização tentados numa época que já vai ficando perigosamente distante, o que prevalece hoje são as ideias e métodos da política de combate às drogas aplicados inicialmente em Medellín, na Colômbia, baixo o bordão da “tolerância zero”. O Rio de Brizola, Darcy Ribeiro, Nilo Batista e do coronel negro Nazareth Cerqueira era tão ruim assim ou as cabeças é que estão viradas? É isso que o autor tenta entender na atualização e ampliação deste El Caudillo Leonel Brizola , editado originalmente em 2004. Com tal objetivo, ele entrevistou e reentrevistou os personagens desta saga que continuam vivos: o ex-presidente Fernando Collor, que não pôde ser ouvido na época da edição impressa e me recebeu em seu gabinete de Senador, Nilo Batista, Vera Malaguti, Manoel Dias, João Vicente Goulart, Leonel Brizola Neto, Julana Brizola e Alceni Guerra. Ainda foram ouvidos Ana Rebés Guimarães, Beto Almeida, Carlos Alberto Kolecza, Carlos Bastos, Francis Maia, Gabriel Salgado, Georges Michel Sobrinho, José Augusto Ribeiro, Luiz Salomão, Oswaldo Maneschy, Pedro Caús e Vieira da Cunha. FC Leite Filho também pesquisou novos dados nos documentos e livros lançados desde então, assim como mergulhou na internet e nos vídeos de debates e documentários do YouTube. É para esta preciosa nova ferramenta de informação, inclusive primária, a que agrega o Facebook e o Twitter, que o autor quer pedir a atenção do amigo leitor. Lá estão perpetuados os grandes momentos de Brizola na TV, desde o exercício de seu direito de resposta ao Jornal Nacional, na voz de Cid Moreira [1] , a suas intervenções acalorados nos debates [2] das campanhas presidenciais, no programa de Jô Soares, no Roda Viva, no Canal Livre e no programa eleitoral do PDT. Ele fez questão de linká-los neste livro, para que na sua versão eletrônica, e-book, o leitor possa, pelo celular, que hoje está melhor do que o computador de mesa ou laptop , não apenas ler o texto integral do livro, como também acessar de imediato cada um desses vídeos, que fez questão de contextualizar em cada segmento. Francisco das Chagas Leite Filho, conheceu Leonel Brizola, ainda no exílio, em Lisboa, quando o entrevistou para o Correio Braziliense, durante o Encontro de Trabalhistas no Exílio e Trabalhistas no Brasil, em junho de 1979. De lá até sua morte, ambos estabeleceram uma amizade que lhes permitia conversar franca e abertamente sobre os vários problemas da política, pessoalmente, ou pelo telefone. Repórter e analista político, FC nasceu em Sobral – Ceará, em 1947. Em 1968, mudou-se para Brasília, onde terminou seu curso na UnB, em 1970. Depois, militou nos principais jornais - Correio Braziliense, Diário Popular (SP), Estado de Minas, Jornal do Brasil, Correio do Povo (RS), O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de Minas. Começou na reportagem de cidade, depois cobriu Educação e Política. Entre 1977-78, atuou como correspondente do Correio Braziliense, em Londres. Em 1987, tornou-se membro do Diretório Nacional e assessor na Liderança do PDT na Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2006, lançou o cafenapolitica,com.br, blog de análise política nacional e internacional. Em 2009, abriu seu Canal no Youtube . É igualmente autor de quatro livros: Brizola Tinha Razão , em 1987, El Caudillo Leonel Brizola – Um Perfil Biográfico , edição impressa, em junho de 2008, Quem Tem Medo de Hugo Chávez ?, em 2012, e Argentina Sacudida – Cristina Kirchner – Breve Perfil da Líder Peronista ,em 2019, todos publicados pelo editor José Carlos Venâncio, nas editoras Cela, Global, Aquariana e OKA.   [1] Um dos vídeos postados pelo Canal Youtube Edasjr até ali com 883.521 visualizações: https://www.youtube.com/watch?v=ObW0kYAXh-8 [2] Vídeo-extrato do debate presidencial com Marília Gabriela, da Bandeirantes: Paulo Maluf se recusa a dar um aparte e Brizola o chama de “filhote da ditadura” – Postado por veja.com https://www.youtube.com/watch?v=685oJ6FZFvk
  • As excelências do governador apresenta os resultados de uma longa investigação histórica e literária conduzida por Stuart Schwartz, professor titular de história na Yale University, e Alcir Pécora, livre-docente de teoria literária na Unicamp. A pesquisa tem início em 1968, quando Schwartz adquire em Lisboa um manuscrito espanhol inédito, intitulado Vida o paneguirico funebre al Senor Affonso Furtado Castro do Rio Mendonca, assinado por Juan Lopes Sierra e datado de 1676 na "Ciudad de San Salvador Bahia de Todos Los Santos".Investigando em Portugal e no Brasil, Schwartz identificou os principais personagens do manuscrito, que participaram do governo de d. Afonso Furtado, governador do Brasil entre 1671 e 1675. As revelações do manuscrito - cuja transcrição paleográfica se publica pela primeira vez - são decisivas para a compreensão de vários aspectos da história colonial brasileira, como as estratégias do governo da Província face à baixa do mercado internacional do açúcar, as formas de atuação dos paulistas na captura dos índios e, ainda, as intrigas entre os diversos poderes locais e os da Matriz, em relação às notícias de supostas descobertas de minas de prata. Alcir Pécora, por sua vez, examinou a composição retórica do manuscrito, que impressiona pela simetria de suas partes, pela habilidade da elocução de um autor que se diz "rústico", pelo rigor da narração e, sobretudo, pela extensa descrição dos aparatos fúnebres com que se celebravam as exéquias de uma personagem pública importante na Bahia seiscentista.
  • Joseph Stiglitz apresenta uma interpretação particular da história econômica dos anos 90 conhecido por suas críticas à globalização e ao FMI, o ganhador do Nobel de Economia de 2001 continua a identificar falhas e ineficiências do mercado e a apontar a inconsistência da idéia de uma economia que se auto-regula. O ideal, em sua opinião, seria o equilíbrio no plano mundial entre regulamentação governamental e mercado liberalizado. A análise de Stiglitz parte do comportamento da economia americana e mundial após a recuperação ocorrida no início do governo Clinton. O autor não poupa críticas à política econômica das últimas administrações dos Estados Unidos. Os principais problemas seriam o modo como a globalização foi encaminhada a partir dos anos 80 e a reverência com que todos passaram a tratar um determinado grupo de interesse, o das finanças. Numa autocrítica, Stiglitz admite que as sementes da situação atual foram plantadas na era Clinton. Os Democratas teriam abandonado seus princípios históricos e perdido de vista o papel equilibrado do governo na economia. A Secretaria do Tesouro e o FMI ditaram regras que não foram praticadas em casa, tais como a diminuição do déficit comercial, a exigência de lei de patentes e a privatização da seguridade social. O economista discute a relação entre as crises financeiras da década - no México, no Leste Asiático e na América Latina - e as políticas econômicas baseadas no Consenso de Washington, que alguns países decidiram adotar por influência do FMI e do Tesouro dos Estados Unidos. As nações que não seguiram esses preceitos conseguiram passar mais facilmente pelos distúrbios. Por fim, Stiglitz propõe uma estratégia de longo prazo que se afaste tanto de um socialismo de governo intrusivo quanto da economia de mercado com intervenções governamentais mínimas. Seria um programa fundamentado na justiça social, nos direitos políticos e nas relações entre indivíduos e sociedade.
  • Hilma af Klint foi uma mulher à frente do seu tempo. Desde pequenina as cores, a natureza e as estrelas lhe encantavam. Seu talento para a pintura, sua curiosidade sem fim e as perguntas que sempre lhe motivavam a levou a desbravar, como pioneira, o mundo da arte abstrata e o mundo da alquimia da alma. Uma grande aventura, que começou por mares desconhecidos e que culminou em sua aclamada obra hoje já vista por milhões de pessoas.

    Suas pinturas ficaram escondidas durante mais de quarentas anos! Hilma dizia que não havia pintado para sua geração, mas para o futuro! E o futuro chegou! Que a história de Hilma af Klint, não só como pioneira da arte abstrata, mas como uma buscadora incansável do si mesma possa inspirar muitas e muitas crianças no mundo. Que o mapa que Hilma pintou nos sirva de ajuda para navegar pelos nossos próprios oceanos.

    Versão eBook em inglês.
  • Ainda hoje, a visão historiográfica de Portugal Quinhentista é focalizada num nível cultural, institucional e político protagonizado pelos estratos mais elevados da população. Deixa de fora a vida cotidiana dos trabalhadores da terra, camponeses, artesãos, pequenos comerciantes estratos geralmente não letrados, que representam mais de 80% de uma população em luta pela sobrevivência. Como essas pessoas enfrentavam suas dificuldades pessoais e familiares, ou seja, os problemas básicos de dinheiro, saúde, relações amorosas? Qual era sua percepção das possibilidades de influenciar os outros e de obter apoio? A sua visão do mundo seria exclusivamente definida pela Igreja e pela preparação da vida para além da morte? Qual era a percepção real do universo e das forças que o dominam? Qual a percepção do poder do homem face a essas forças? Com base nessas perguntas, Francisco Bethencourt identifica uma visão mágica do mundo, que se encontrava difusa em toda a população, inclusive nos estratos mais elevados, com uma forte base de cultura oral, mas com ramificações na cultura escrita. Através de inúmeros relatos das próprias feiticeiras, bruxas, adivinhos e curandeiros aos juízes dos tribunais da Inquisição, o autor recupera, num trabalho minucioso e de grande erudição, o significado simbólico e social dessa visão mágica, realizando um levantamento cuidadoso dos agentes mágicos e suas práticas, das crenças e da visão demonológica projetada por juízes e inquisidores, do espaço social desses agentes e da "máquina" de repressão inquisitorial. Para evitar interpretações enviesadas, Bethencourt recorreu a autores estranhos à historiografia tradicional, como Wittgenstein, Cassirer, Dumézil ou Evans Pritchard, além de escritores como Gil Vicente, Sá de Miranda ou Luís de Camões - que fazem extraordinárias representações de agentes mágicos, encenações de prodígios e de assombrações, narrativas nas quais sobressaem as contaminações entre o sagrado e o profano, o miraculoso cristão e o maravilhoso pagão.
  • Portugal era subdesenvolvido, arcaico e o último império colonial na África quando, em 25 de abril de 1974, sua Revolução dos Cravos surpreendeu, fascinou e alarmou o mundo um golpe militar derrubou a longa ditadura salazarista e abriu caminho para a independência das colônias portuguesas no ultramar. Em plena Guerra Fria, a esquerda assumiu o poder em um país da Europa Ocidental. Mas o sonho inicial dos revolucionários enveredou por caminhos imprevistos e, para que a democracia se estabelecesse em Portugal como é hoje, a revolução "precisou ser domada". Salientando os fatores econômicos, políticos, sociais e psicológicos que interferiram nos rumos da revolução e explicando o contexto internacional, no qual Portugal ocupava uma posição geopolítica estratégica, Kenneth Maxwell faz uma análise imparcial e rigorosa do processo de construção da democracia portuguesa.
  • Singular romance que amplia o fascínio da narrativa na tipologia dos personagens e dos seus mitos, na força descritiva dos ambientes e da ação – nas contradições de um microcosmos de literatura mais vasta.
  • O Manual do Agricultor Brasileiro foi um dos primeiros tratados agrícolas impressos no país. O livro recebeu duas edições em 1839, ano de sua publicação original, mas depois disso nunca mais foi reeditado. Não é um tratado que se limite apenas aos assuntos agrícolas, pois, ao prescrever medidas para dinamizar a economia escravista brasileira, Taunay apresentou uma série de propostas para os problemas mais agudos vivenciados pelo Império na primeira metade do século XIX. O livro, hoje, constitui um retrato altamente expressivo do Brasil. É um documento sobre a mentalidade das elites do século XIX e sobre as relações de poder escoradas na escravidão, pilares da formação histórica do país.
  • O escritor Ariel Dorfman trabalhava para o presidente Salvador Allende quando, em 11 de setembro de 1973, o golpe liderado pelo general Augusto Pinochet derrubou a democracia no Chile e instaurou uma das mais sangrentas ditaduras da América Latina. Exilado por dezessete anos, Dorfman sonhou muitas vezes com Pinochet, sempre de luvas brancas. Mas assim como milhares de vítimas do general ele sabia que, por debaixo das luvas, as mãos do ditador estavam maculadas de sangue.Em outubro de 1998, com a prisão do ex-ditador em Londres, Ariel Dorfman tornou-se porta-voz dos que exigiam justiça. Publicando artigos nos grandes jornais do mundo, em viagens a Londres e por meio da mobilização de artistas e escritores, seguiu o caso até a justiça chilena declarar a insanidade mental do réu, em julho de 2001.Augusto Pinochet não foi nem será condenado, mas a democracia chilena se consolidou, torturadores foram punidos, e está mais perto o dia em que os crimes contra a humanidade poderão ser julgados em qualquer país. O longo adeus a Pinochet recupera um capítulo traumático da história da América Latina, a ser relembrado pelas gerações atuais e contado às futuras.
  • Na primeira frase de O mundo pós-americano , o cientista político e jornalista Fareed Zakaria deixa claro seu tema "Este livro não é sobre o declínio dos Estados Unidos da América, mas sobre a ascensão de todos os outros países". Clareza e concisão são algumas das qualidades desta obra, na qual o autor desenvolve a idéia de que os Estados Unidos continuam a ser a superpotência dominante do ponto de vista militar e político, mas que em todas as demais dimensões, como na economia, nas finanças e na cultura, está ocorrendo uma distribuição do poder estamos entrando num mundo pós-americano. Os símbolos visíveis dessa nova ordem são vários. Os dois edifícios mais altos do mundo erguem-se em Taipei e Dubai. A maior empresa de capital aberto é chinesa e o maior fundo de investimentos tem sede nos Emirados Árabes Unidos. O maior avião do mundo é fabricado na Rússia e na Ucrânia, a maior refinaria está em construção na Índia e as fábricas mais gigantescas estão todas na China. Os cassinos de Macau faturam mais que os de Las Vegas. A maior indústria cinematográfica não é Hollywood, mas Bollywood, na Índia - e a terceira maior está na Nigéria. Nove dos dez maiores shoppings centers do planeta situam-se fora dos Estados Unidos. Sem esquecer que os chineses superaram de longe os americanos em medalhas de ouro na última olimpíada. Mais importante do que esses sinais exteriores é a constatação do crescimento econômico do resto do mundo (graças, segundo o autor, à vitória americana na Guerra Fria e à disseminação de seu modelo de política e economia). Zakaria dedica dois longos e importantes capítulos à ascensão da China e da Índia - os dois exemplos máximos desse crescimento -, em que procura fugir da visão belicista neoconservadora e descreve as grandes diferenças existentes entre essas duas futuras superpotências. Sem desconhecer os problemas que advirão da "ascensão do resto", mas colocando na sua devida dimensão supostas ameaças como o expansionismo chinês ou o terrorismo islâmico, O mundo pós-americano pinta um quadro relativamente otimista do futuro próximo, desde que os Estados Unidos sejam fiéis ao seu destino histórico e aos seus princípios democráticos e liberais.
  • Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, Adolf Hitler e as tropas nazistas davam início à escalada de violência e intolerância racial que dizimaria mais de 6 milhões de judeus. Em 1941, os irmãos Tuvia, Asael e Zus Bielski organizaram uma aldeia judaica numa região da antiga União Soviética, hoje República de Belarus, então ocupada pelos nazistas. Nas florestas bielo-russas, montaram a "unidade Bielski" e salvaram mais de 1200 pessoas. A unidade se transformou num verdadeiro grupo guerrilheiro, dedicado a salvar judeus e contra-atacar os invasores. O livro do jornalista norte-americano Peter Duffy, baseado em fatos reais, descreve a história que resultou no maior salvamento de judeus por outros judeus em todo o conflito. O autor conta uma história de enorme impacto, mas pouco conhecida. Apesar de os irmãos Bielski serem reverenciados como verdadeiros heróis, sua história nunca havia chegado ao grande público. Quase 60 anos depois do fim da Segunda Guerra - e de tantos relatos de resistência e coragem envolvendo seus sobreviventes - o feito dos irmãos Bielski permanece capaz de impressionar e emocionar.
  • Isto não é uma biografia. É uma mirada sobre os ventos renovadores que, desde 1999, varreram o analfabetismo, distribuíram laptops nas escolas públicas e dignificaram os salários na América Latina.
  • Este livro tem por escopo entender o complexo processo de constituição da identidade de executivos, empreendedores e pensadores, concebida a partir da narração de suas histórias de vida. Confira uma amostra com as primeiras páginas dessa obra!